Clarissa de verdade
 
Pensamentos, divagações, relatos, desastres, maravilhas, descasos, denúncias, diário.
 


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+ Clarissa Biazuzo Ramos
+ 26 anos
+ Parabéns: 7 de julho
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Formada em Letras, amante de música (MÚSICA de verdade), sofro de insônia, viciada em café, teimosa, incompreendida (em alguns casos é melhor assim...), amando, ansiosa, valente, católica, atenciosa, fiel, falante demais, ouvinte demais (não consigo me balancear); detesto arrogância, maledicência, promiscuidade e inveja; adoro liberdade, dormir com chuva, pão quentinho, nascer do sol, filmes, Big Mac (adoro mesmo, e daí?). Tem mais, mas chega!


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[+] 20.8.08 [+]

Post: "Boletim de ocorrências" - ou - "Rápido demais"

Pois havia dito que voltaria nas férias. E só voltei bem depois do término delas. Bem, é que elas passaram tão rápido... Mas o que importa é que aproveitei. Conheci novos lugares em São Paulo, revi outros, andei bastante, pensei muito na vida, li, descansei, namorei - vida boa. É bem verdade que gastei demais também - mais até do que deveria - , mas não me arrependo: foram bons investimentos. Uma tentativa frustrada de encontrar amigos - inevitável não ter frustrações pelo caminho. De saldo, saí ganhando - fiquei no positivo, depois do balanço.
E eis que a rotina ressurge. Mais aulas, mais reuniões pedagógicas, mais alunos inquietos. Notei que minha postura em sala de aula mudou - e meus alunos notaram também. Estou mais cética, mais objetiva. Acredito que foi uma mudança negativa. Aprendi a duras custas que intimidade gera aborrecimento: um grande professor "palestrou" as referidas palavras a uma sala lotada de outros professores - e eu, que nem estava presente, fiquei sabendo e lamentei não ter ouvido... Segundo esse guru da educação, o professor que se aproxima demais do aluno cria uma imagem de amigo, o que pode ser confundido com liberdade; perde, assim, sua tão necessária autoridade. E eu, muito amiga, percebi a fonte de muitas de minhas frustrações: dou liberdade demais. Por isso mudei. E está dando resultado - ainda que pouco.

Feliz com o crescimento.

Mas há algo que me aflige e alegra simultaneamente: vamos nos mudar. Minha família e eu vamos morar em outra casa - agora nossa. É melhor do que a casa em que moro, mas é distante do centro. Isso tira a comodidade que eu e meu irmão tínhamos (ou ainda temos) de morar a um quarteirão de nossos empregos (um dos meus... rs). Mas, de maneira geral, é uma vitória. A casa é confortável, possui uma série de comodidades que a "antiga" não oferece, será nossa verdadeiramente, fica em um lugar muito mais calmo e seguro. O que me aflige, então? Bem, eu tenho essa coisa meio autista de não saber lidar com mudanças... Detesto ter que me desfazer daquilo a que sou apegada. E tenho um problema com mudanças de casa, particularmente. Como esta será a quinta casa na qual irei morar, sinto que, em cada casa, deixo um pedaço da minha história, de mim. E isso me entristece, ter que abandonar um espaço ao qual estava tão acostumada, do qual tenho tantas lembranças. Pode ser bobagem, e eu até sabia que um dia isso iria acontecer, mas me acostumei à casa em que vivo atualmente. E vou sofrer todos os dias ao ter que passar aqui em frente. Talvez me sinta meio órfã de uma casa verdadeiramente minha - aquelas cenas hollywoodianas de casas nas quais as pessoas passaram a vida toda e guardam lembranças incríveis... E talvez essa nova casa me "adote". Veremos.

 
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